Justiça

Caso Fernando: MPAM oferece apoio à família e reforça ações contra violência escolar

A família da vítima está sendo assistida com apoio psicológico, social e orientação jurídica por meio de projetos do MPAM

Escrito por Redação
18 de julho de 2025
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Amazonas (MPAM), após a morte do adolescente Fernando Vilaça, de 17 anos, agredido no dia 5 de julho em Manaus, adotou medidas de acolhimento à família da vítima e ações preventivas no ambiente escolar. Os familiares estão recebendo apoio psicológico, social e orientação jurídica por meio do projeto Recomeçar.

Fernando foi brutalmente agredido nas proximidades de sua casa, no bairro Jorge Teixeira, na zona Leste da capital, em um episódio que chocou a comunidade local e levantou preocupações sobre a violência entre adolescentes e a intolerância nas escolas.

Além do suporte à família, o MPAM também atua na escola onde Fernando e os agressores estudavam, promovendo rodas de conversa, oficinas educativas e práticas restaurativas, com o objetivo de prevenir novos casos de violência.

A Polícia Civil concluiu o inquérito e apreendeu dois adolescentes, de 16 e 17 anos, acusados do crime. Segundo as investigações, Fernando era alvo de ofensas preconceituosas e foi morto por motivo fútil. Os suspeitos seguem à disposição da Justiça.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) está prestando suporte à família da vítima por meio do Núcleo Naviv/Recomeçar, que oferece atendimento psicológico, social e jurídico.

Além disso, o órgão mobilizou o Núcleo Permanente de Autocomposição e o Projeto Escola em Paz para realizar ações na escola onde estudavam os envolvidos, com rodas de conversa, práticas restaurativas, oficinas e escutas com a equipe gestora, buscando prevenir novos casos de violência no ambiente escolar.

Investigação do caso

A Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) da Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito e apreendeu dois adolescentes, de 16 e 17 anos, acusados de envolvimento nas agressões que levaram à morte de Fernando. A motivação do crime, conforme apontam as investigações, teria sido ofensas de cunho preconceituoso, possivelmente relacionadas à orientação sexual da vítima.

Testemunhas relataram que Fernando era alvo frequente de insultos por parte de jovens da vizinhança. No dia do crime, ele havia saído para comprar leite quando foi abordado e espancado. Um dos suspeitos já havia sido expulso da escola por comportamento agressivo.

O delegado responsável pelo caso enfatizou que, embora Fernando nunca tenha falado abertamente sobre sua orientação sexual, nenhum tipo de preconceito pode ser usado como justificativa para violência.

Os dois adolescentes foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil e permanecem à disposição da Justiça.

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