O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recomendou à Polícia Civil do Estado (PC-AM) e ao Departamento de Polícia do Interior (DPI) a adoção de medidas para fortalecer a segurança na 49ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município de Amaturá, no interior do Amazonas.
A orientação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça de Amaturá, sob responsabilidade da promotora de Justiça Suelen Shirley Rodrigues da Silva Oliveira, e tem como base o Procedimento Administrativo nº 294.2025.000016, instaurado para acompanhar as inspeções ordinárias realizadas na unidade ao longo de 2025.
Durante uma inspeção realizada em outubro, o MPAM constatou que, embora a obra de reforma da delegacia tenha sido concluída, a unidade ainda não possui sistema de videomonitoramento nem detector de metais, equipamentos considerados essenciais para garantir a segurança e a eficiência no atendimento policial.
“Além de exercer as funções de polícia judiciária, a 49ª DIP também funciona como unidade prisional, e esses equipamentos são fundamentais, especialmente durante os dias de visita e banho de sol”, ressaltou a promotora Suelen Shirley.
Orientações
Com base nas constatações, o MPAM recomendou que a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) implemente, no prazo máximo de 90 dias, um sistema de videomonitoramento, além de procedimentos de revista pessoal com o uso de detector de metais, aparelhos de raio-X e bodyscanner, todos em condições adequadas de funcionamento.
O Ministério Público também solicitou que, em até 30 dias, seja apresentado um cronograma detalhado com as ações e prazos previstos para a execução das melhorias.
A medida busca garantir a regularidade dos procedimentos policiais, proteger servidores e visitantes e reforçar o comprometimento do MPAM com a segurança pública e a integridade institucional nas delegacias do interior do Amazonas.
O Diário da Capital questionou a SSP-AM a respeito da recomendação do MP, mas até o momento não obteve retorno.




