No mês em que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 36 anos, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) faz um alerta sobre o aumento dos crimes digitais que atingem crianças e adolescentes. Entre os principais riscos estão o aliciamento sexual, o cyberbullying, a exposição a conteúdos impróprios e o uso de inteligência artificial para a produção de conteúdos falsos utilizados em golpes, chantagens e violência sexual.
Dados da SaferNet Brasil revelam que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram registradas 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil na internet, o equivalente a 64% de todas as notificações recebidas pela plataforma no período. Já um estudo do Unicef Innocenti aponta que uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros, entre 12 e 17 anos, foi vítima de abuso ou exploração sexual no ambiente digital em um intervalo de um ano.
Segundo a defensora pública Hélvia Castro, a DPE-AM atua na proteção das vítimas por meio de orientação jurídica às famílias, acompanhamento dos casos e ações de educação em direitos. Ela destaca que o monitoramento da vida digital de crianças e adolescentes é essencial para reduzir riscos e prevenir situações de violência.
Além dos crimes de natureza sexual, a Defensoria alerta para problemas como dependência digital, vício em jogos on-line, pressões sociais e cyberbullying. Em casos de suspeita ou ocorrência de crimes, a orientação é registrar boletim de ocorrência na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e buscar apoio jurídico junto ao Núcleo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Nudeca), da DPE-AM.




