O julgamento do chamado Caso Débora chegou ao quinto dia consecutivo neste sábado (30/5) e já figura entre as sessões plenárias mais longas da história do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Os trabalhos são conduzidos pelo juiz Fábio Lopes Alfaia e seguem em fase decisiva, com a apresentação dos argumentos finais de acusação e defesa.
O processo apura a morte de Débora da Silva Alves, grávida de oito meses à época dos fatos, ocorridos em julho de 2023, nas proximidades da Usina Termoelétrica Mauá 2, no bairro Mauazinho, zona Leste da capital. Segundo a denúncia do Ministério Público, os acusados Gil Romero Machado Batista e José Nilson dos Santos teriam atuado em conjunto na prática dos crimes investigados.
Os réus respondem por homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. Conforme a acusação, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima, cuja gestação estava em estágio avançado quando ocorreu o crime. Ambos permanecem presos preventivamente durante a tramitação do processo.
Ao longo da instrução em plenário, foram ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e pelas defesas, além dos interrogatórios dos acusados. Neste momento, promotores, assistentes de acusação e advogados de defesa apresentam suas teses ao Conselho de Sentença, responsável por decidir o desfecho do caso.

A expectativa do Tribunal é concluir os trabalhos neste domingo (31/5). No entanto, em razão da complexidade do processo e da duração dos atos ainda pendentes, não está descartada a continuidade da sessão na segunda-feira (1º/6). A decisão final caberá aos jurados, após a conclusão dos debates e a votação dos quesitos apresentados pela Justiça.
