Indícios de irregularidades e falhas no atendimento de Benício Xavier, de 6 anos, que morreu após complicações durante assistência médica em Manaus, foram apontados pelo Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam) após a conclusão de sindicância.
Com o desdobramento, nessa sexta-feira (29/5), o órgão determinou que os médicos envolvidos respondam a processo ético-profissional. Segundo o entendimento do conselho, as possíveis falhas envolvem profissionais que atuaram em diferentes etapas do atendimento, incluindo assistência inicial, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e coordenação médica.
A informação foi confirmada pelo pai da criança, Bruno Freitas, que disse ter recebido com expectativa a decisão do conselho e espera responsabilização dos envolvidos.
“Eu e a Joyce estamos muito esperançosos para que pelo caso do Benício o CRM comprove que não haja corporativismo, que é o que muito se fala, e que os verdadeiros culpados pela morte do meu filho, por esse homicídio sejam punidos. A gente pede a cassação de quem ocasionou a morte do meu filho”, declarou.
Em maio, a Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito sobre o caso e pediu o indiciamento de uma médica, uma técnica em enfermagem e dois diretores do hospital onde a criança foi atendida. O relatório policial aponta uma sequência de falhas no atendimento e na condução do caso, além de indícios de possíveis irregularidades na gestão de informações e documentos.
O caso segue em análise nas instâncias competentes, incluindo a esfera ética do conselho e o Ministério Público do Amazonas (MP-AM).
