A audiência de instrução do processo que apura a morte de Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, foi realizada nesta sexta-feira (30/5), em Manaus. O caso tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca da capital e investiga um crime que inicialmente foi classificado como tentativa de homicídio qualificado. Com a morte da vítima, a acusação foi alterada para homicídio qualificado, por “motivo fútil, com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima”.
A sessão foi presidida pelo juiz Fábio César Olintho de Souza. O Ministério Público foi representado pelo promotor Marcelo Bitarães, enquanto a defesa do acusado, Adeilson Duque Fonseca, ficou a cargo do advogado Carlos Vinícios de Assis Santana. A audiência ocorreu em formato híbrido, com parte presencial e parte por videoconferência.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), os trabalhos começaram às 8h45 e incluíram o depoimento de quatro testemunhas — duas indicadas pela acusação e duas pela defesa — além do interrogatório do acusado. Após os depoimentos, a defesa pediu que mais informações fossem incluídas no processo. O juiz aceitou o pedido e, depois disso, deu prazo para que acusação e defesa apresentem suas considerações finais por escrito.
Após essa fase, o processo será encaminhado ao juiz para decisão de pronúncia, ou seja, para decidir se o réu será levado a júri popular.
O caso teve início em 5 de dezembro de 2024, após um acidente de trânsito no bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul de Manaus. Segundo a acusação, depois da colisão, Adeilson agrediu Paulo, que ficou em estado grave. O sambista morreu na última segunda-feira (26), após quase cinco meses de internação.
