Após o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abrir investigação sobre o uso inadequado de atestado médico falso na Maternidade Moura Tapajóz, o vereador Capitão Carpê (Republicanos) discutiu, durante a sessão plenária desta terça-feira (03/06), seu projeto de lei para a criação de um sistema eletrônico de frequência nos hospitais públicos.
Durante a 44ª sessão ordinária, o vereador criticou o descaso por parte de alguns profissionais da saúde, após denúncias que relatavam a ausência de médicos no atendimento a gestantes na maternidade.
Com a rejeição do PL, o parlamentar propôs novamente a implantação do sistema eletrônico, que, segundo ele, garantiria a presença dos profissionais nas unidades de saúde da capital amazonense e, consequentemente, a prestação adequada do serviço à população.
Carpê relatou ainda que, segundo as denúncias, muitos profissionais deixam de atender nas unidades públicas, embora mantenham a frequência regularizada no sistema manual, mas, na prática, acabam atuando em unidades privadas. Ainda de acordo com o vereador, o controle da frequência dos servidores é feito de forma manual, o que abre espaço para falhas e irregularidades.
O debate gerou críticas ao prefeito de Manaus, David Almeida (Avante). Segundo o parlamentar, o Chefe do Executivo vive há três anos apenas de promessas não cumpridas.
“Mais uma vez prometendo o que não cumpre. Ele é campeão em prometer e não cumprir. Não cumpre com o MP, com o TCE e nem com a população”, disparou o vereador.
Durante o discurso na tribuna, o vereador convidou os demais parlamentares a não derrubarem o projeto de lei que está sugerindo novamente sobre o sistema de ponto eletrônico nas unidades públicas da capital. “Espero que o Ministério Público averigue de forma coerente esse descaso com a população”, concluiu.
