Política

Prefeito de Benjamin Constant pede votos para senadores durante agenda política no interior do AM

Declaração de Semeide Bermeguy (MDB) levanta debate sobre limites da pré-campanha e legislação eleitoral no Brasil

Escrito por Danilo Castro
24 de junho de 2026
Prefeito de Benjamin Constant declara apoio e pedido de votos a Eduardo Braga e Omar Aziz em agenda política - Foto: divulgação

O prefeito de Benjamin Constant, Semeide Bermeguy (MDB), afirmou durante uma agenda política realizada no município, no Alto Solimões, que está pedindo votos para o senador Eduardo Braga (MDB), pré-candidato à reeleição ao Senado, e para o senador Omar Aziz (PSD), pré-candidato ao Governo do Amazonas.

A declaração foi feita em um evento político no município e registrada em vídeo, no qual o gestor municipal menciona diretamente o apoio eleitoral aos dois parlamentares.

A fala repercutiu no cenário político por envolver pedido explícito de voto em período anterior ao início oficial da campanha eleitoral. Pela legislação brasileira, atos de pré-campanha são permitidos, como a apresentação de nomes e a divulgação de propostas, mas o pedido direto de voto é vedado antes do período eleitoral, conforme a Lei nº 9.504/1997.

Esse tipo de manifestação pode ser interpretado como possível irregularidade eleitoral, dependendo da avaliação da Justiça Eleitoral e do contexto em que ocorreu.

O episódio também remete a casos recentes de infrações eleitorais já julgadas no estado, como a condenação do ex-prefeito de Manaus e pré-candidato ao governo, David Almeida, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao pagamento de multa de R$ 5 mil por prática relacionada ao chamado “derramamento de santinhos” durante o período pré-eleitoral, exemplo frequentemente citado sobre a efetividade das punições aplicadas pela Justiça Eleitoral em situações desse tipo.

O caso também reforça discussões recorrentes sobre a fiscalização eleitoral em municípios do interior do Amazonas. Há avaliações de que a menor presença de órgãos de controle em agendas políticas fora da capital pode dificultar a fiscalização imediata de possíveis excessos durante a pré-campanha.

O episódio se soma a um cenário mais amplo de antecipação das movimentações eleitorais no estado, em que articulações políticas e declarações de apoio vêm ocorrendo antes do período oficial permitido pela legislação.

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