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URGENTE: coordenador de campanha de Maria do Carmo é preso em operação contra o tráfico de drogas

RC Soares foi preso preventivamente pela Polícia Civil; investigado comandava o Instituto União, que divulgava ações de candidatos do PL, e aparece em foto publicada pela própria candidata

Escrito por Redação
4 de setembro de 2026
RC Soares aparece ao lado de Maria do Carmo em registro publicado nas redes sociais da própria candidata - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Amazonas apresentou, nesta sexta-feira (4/9), cerca de 2,5 toneladas de drogas apreendidas em uma operação que resultou na prisão preventiva de Rodrigo Soares, conhecido como RC Soares. Investigado por tráfico de drogas, ele se apresentava publicamente nas redes sociais como coordenador da campanha de Maria do Carmo (PL) ao Governo do Amazonas. A candidata também publicou em seu próprio perfil uma fotografia ao lado de Soares.

Segundo as informações divulgadas sobre a operação, os entorpecentes foram encontrados dentro de um caminhão localizado em um imóvel ligado ao investigado. RC Soares vinha sendo investigado havia aproximadamente dois anos e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A ação foi conduzida pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), dirigido pelo delegado Rodrigo Torres.

Além de se apresentar como integrante da campanha de Maria do Carmo, RC Soares comandava o Instituto União, sediado no bairro Aleixo, em Manaus. Publicações nas redes sociais da entidade mostram a divulgação de atividades políticas relacionadas à candidata ao Governo, além de conteúdos envolvendo Alberto Neto, candidato ao Senado, e Alfredo Nascimento, candidato a deputado federal, todos do PL.

O vínculo público entre Soares e Maria do Carmo também aparece na fotografia publicada pela própria candidata, que permanecia disponível em seu perfil após a prisão do investigado.

O episódio ocorre semanas depois de Maria do Carmo compartilhar nas redes sociais uma mensagem atribuída a uma facção criminosa com ameaças a moradores que fizessem campanha para Wilson Lima (União Progressista) e Tadeu de Souza (União Progressista). A postagem foi posteriormente apagada. Wilson afirmou ter levado o caso à Polícia Civil, Polícia Federal, Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e Ministério Público Federal.

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