Economia

Tarifa dos EUA pode gerar perda de R$ 1,1 bilhão no PIB do Amazonas, aponta CNI

Mesmo com impacto considerado limitado pelo governo estadual, medida afeta setores industriais estratégicos e coloca em risco a competitividade da Zona Franca de Manaus

Escrito por Clara Gentil
30 de julho de 2025
Foto: Ben Mater/Unsplash

Apesar da posição do Governo do Amazonas de que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos e prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, terá impacto limitado na Zona Franca de Manaus (ZFM), estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta uma possível retração de R$ 1,1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O valor pode representar o sexto maior prejuízo entre as unidades da federação.

Segundo o levantamento da CNI, em 2024, os Estados Unidos responderam por uma parcela significativa das vendas externas do estado, com 96,1% dos produtos exportados ao país vindos da indústria de transformação. 

Os principais setores exportadores foram:

  • equipamentos de transporte (US$ 28 milhões, 28%); 
  • derivados de petróleo e biocombustíveis (US$ 25 milhões, 25,1%);
  • máquinas e equipamentos (US$ 24,4 milhões, 24,4%).

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a medida prejudica setores estratégicos e afeta diretamente a economia de estados exportadores, como o Amazonas.

“A imposição do expressivo e injustificável aumento das tarifas americanas traz impactos significativos para a economia nacional, penalizando setores produtivos estratégicos e comprometendo a competitividade das exportações brasileiras. Há estados em que o mercado americano é destino de quase metade das exportações. Os impactos são muito preocupantes“, disse. 

Apesar de o Amazonas não estar entre os estados com maior volume de exportações, a concentração das vendas em produtos industriais torna o impacto mais sensível. A CNI alerta que o tarifaço pode comprometer a competitividade da indústria local e afetar empregos e arrecadação.

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