Economia

Impacto de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros deve ser mínimo na ZFM, aponta Governo do Amazonas

Exportações do Polo Industrial de Manaus para os Estados Unidos representam apenas 0,15% do faturamento da Zona Franca, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

Escrito por Redação
10 de julho de 2025
Foto: Divulgação

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ter impacto limitado sobre a economia da Zona Franca de Manaus (ZFM). A avaliação é de técnicos do Governo do Amazonas, que destacam que as exportações do Polo Industrial de Manaus (PIM) para o mercado norte-americano “não representam fatia expressiva do faturamento total do setor industrial”.

Segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), apenas 0,15% do faturamento da ZFM estaria diretamente sujeito à nova tarifa. Isso ocorre porque apenas 1,5% da produção total da Zona Franca é destinada à exportação, sendo que menos de 10% desse montante tem como destino os Estados Unidos.

Para o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, embora a medida possa ter implicações para o Brasil como um todo, seus efeitos sobre a Zona Franca de Manaus são praticamente nulos. “Neste momento, seguimos acompanhando os desdobramentos, mas reafirmo que, para a Zona Franca, o efeito é nulo”, afirmou Corrêa.

Em 2025, os Estados Unidos ocupam a quinta posição entre os principais destinos dos produtos da ZFM, atrás de países como Alemanha, China, Argentina e Colômbia. A Sedecti também ressalta que a maior parte da produção local é voltada para o mercado interno brasileiro.

Outro ponto destacado pelas autoridades estaduais é o desequilíbrio da balança comercial entre a ZFM e os EUA. O Amazonas importa quase 20 vezes mais do que exporta para o país norte-americano, o que, segundo técnicos, tende a tornar eventuais disputas comerciais mais desfavoráveis aos próprios Estados Unidos.

Apesar do baixo potencial de impacto direto, o Governo do Amazonas informou que continuará monitorando o cenário internacional. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) alerta que possíveis efeitos secundários, como a valorização do dólar frente ao real, podem encarecer insumos importados e afetar os custos de produção local.

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