Economia

Copa do Mundo eleva emoções dos torcedores e pode impactar a saúde do coração, alerta cardiologista

Ansiedade, estresse e euforia durante os jogos provocam alterações reais no organismo e exigem atenção, principalmente de pessoas com doenças cardiovasculares

Escrito por Redação
22 de junho de 2026
Emoções intensas durante a Copa do Mundo podem provocar alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial - Foto: Divulgação

A Copa do Mundo de 2026 já começou e, com ela, retornam as fortes emoções que acompanham os torcedores brasileiros a cada partida. Da ansiedade antes do apito inicial à explosão de alegria nos gols, passando pelo nervosismo em lances decisivos, o futebol mobiliza sentimentos capazes de provocar efeitos concretos no organismo.

Segundo o cardiologista Maurício Macias, da Hapvida, situações de grande carga emocional estimulam a liberação de hormônios como adrenalina, noradrenalina e dopamina, responsáveis por elevar a frequência cardíaca e a pressão arterial. O resultado é a sensação conhecida por muitos torcedores de que o coração “vai sair pela boca” durante momentos decisivos da partida.

Embora essas reações sejam consideradas normais em pessoas saudáveis, o especialista alerta que o cenário pode representar riscos para quem já convive com hipertensão, arritmias, doenças coronarianas ou outros problemas cardiovasculares. Nesses casos, o aumento da pressão e dos batimentos cardíacos pode funcionar como gatilho para complicações mais graves.

Outro fator de preocupação é a combinação frequente entre emoções intensas, bebidas alcoólicas, energéticos e alimentos gordurosos durante os jogos. De acordo com o médico, esses hábitos aumentam a sobrecarga sobre o sistema cardiovascular e potencializam os riscos à saúde, especialmente entre pessoas com fatores de risco pré-existentes.

A recomendação é manter a hidratação, seguir corretamente os tratamentos médicos, evitar excessos e ficar atento a sinais como dor no peito, falta de ar, tontura, suor frio ou desmaios. “A emoção faz parte da experiência de torcer, mas é importante aproveitar esse momento com responsabilidade para não colocar a saúde em risco”, reforça o cardiologista.

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