Justiça

Prefeito de Manaus é alvo de sete investigações autorizadas pelo TJAM; veja detalhes

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas, as apurações tratam de suspeitas de corrupção, peculato, fraude em licitações e favorecimento de empresários com contratos milionários com a Prefeitura

Escrito por Redação
12 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), é alvo de sete investigações criminais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após o caso permanecer paralisado por mais de 13 meses dentro da Corte. As apurações tratam de suspeitas de corrupção, peculato, fraude em licitações e favorecimento de empresários com contratos milionários com a Prefeitura. 

De acordo com o TJAM, entre as investigações está a apuração sobre viagem ao Caribe realizada por David Almeida e pela primeira-dama, Izabelle Fontenelle, durante os carnavais de 2024 e 2025. O Ministério Público investiga se empresários contratados pela Prefeitura teriam custado despesas pessoais do casal nessa viagem. 

Foto mostra o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) no Caribe — Divulgação 

Na época do ocorrido, David Almeida afirmou que todas as despesas foram custeadas com recursos próprios. Segundo ele, a fatura do cartão de crédito em fevereiro chegou a R$ 18 mil, valor que, de acordo com o prefeito, comprovaria o pagamento pessoal dos gastos. 

Outra linha de investigação envolve contratos suspeitos com familiares do prefeito. De acordo com o MPAM, uma empresa que presta serviços à Prefeitura teria pago R$ 20 mil mensais à sogra de David Almeida, Lidiane Oliveira Fontenelle, sem comprovação de trabalho efetivo. Há também apurações sobre outros parentes do prefeito com vínculos com fornecedores municipais. 

O Diário da Capital entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para comentar o caso, mas ainda não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação. 

Demora no processo 

O avanço das investigações foi dificultado por sucessivas mudanças de relatoria no TJAM. Em pouco mais de um ano, o processo passou por cinco desembargadores, todos alegando foro íntimo para não assumir o caso. A atual relatora, desembargadora Vânia Marques Marinho, que autorizou a abertura das apurações. 

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