O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), é alvo de sete investigações criminais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após o caso permanecer paralisado por mais de 13 meses dentro da Corte. As apurações tratam de suspeitas de corrupção, peculato, fraude em licitações e favorecimento de empresários com contratos milionários com a Prefeitura.
De acordo com o TJAM, entre as investigações está a apuração sobre viagem ao Caribe realizada por David Almeida e pela primeira-dama, Izabelle Fontenelle, durante os carnavais de 2024 e 2025. O Ministério Público investiga se empresários contratados pela Prefeitura teriam custado despesas pessoais do casal nessa viagem.

Na época do ocorrido, David Almeida afirmou que todas as despesas foram custeadas com recursos próprios. Segundo ele, a fatura do cartão de crédito em fevereiro chegou a R$ 18 mil, valor que, de acordo com o prefeito, comprovaria o pagamento pessoal dos gastos.
Outra linha de investigação envolve contratos suspeitos com familiares do prefeito. De acordo com o MPAM, uma empresa que presta serviços à Prefeitura teria pago R$ 20 mil mensais à sogra de David Almeida, Lidiane Oliveira Fontenelle, sem comprovação de trabalho efetivo. Há também apurações sobre outros parentes do prefeito com vínculos com fornecedores municipais.
O Diário da Capital entrou em contato com a Prefeitura de Manaus para comentar o caso, mas ainda não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestação.
Demora no processo
O avanço das investigações foi dificultado por sucessivas mudanças de relatoria no TJAM. Em pouco mais de um ano, o processo passou por cinco desembargadores, todos alegando foro íntimo para não assumir o caso. A atual relatora, desembargadora Vânia Marques Marinho, que autorizou a abertura das apurações.
