O Polo Industrial de Manaus (PIM) alcançou em setembro de 2025 o maior faturamento mensal de sua história, chegando a R$ 20,07 bilhões, segundo dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O resultado superou o recorde anterior, de R$ 19,4 bilhões, registrado em maio, e elevou o faturamento acumulado do ano para R$ 167,94 bilhões, um crescimento de 10,45% em relação ao mesmo período de 2024.
O desempenho positivo reforça o papel estratégico da Zona Franca de Manaus (ZFM) na economia brasileira, aliando produção industrial, geração de empregos e preservação ambiental. De janeiro a setembro, a média mensal de empregos foi de 131,3 mil trabalhadores, número 7,57% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os segmentos com maior participação no faturamento:
- Bens de Informática (20,9%)
- Duas Rodas (20,08%)
- Eletroeletrônico (16,85%)
- Químico (10,11%)
- Mecânico (9,02%)
O Polo de Duas Rodas teve crescimento de 23,16%, e setores como Madeireiro e Vestuário e Calçados apresentaram alta superior a 38%.
Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os números refletem a confiança do setor produtivo. “Esse recorde é resultado da confiança no modelo e da segurança jurídica proporcionada pelo Governo Federal. Estamos no caminho certo para fechar 2025 de forma muito positiva”, afirmou.

Debate ambiental: Zona Franca entre críticas e defesa do modelo sustentável
O avanço industrial reacendeu o debate sobre o impacto ambiental do Polo Industrial de Manaus. Alguns críticos têm apontado que o crescimento da produção pode elevar a pressão sobre o meio ambiente, especialmente no uso de recursos energéticos e resíduos industriais.
Em contraponto, especialistas e representantes do setor defendem que a Zona Franca é um dos modelos mais sustentáveis do mundo, por promover o desenvolvimento dentro da floresta sem expandir o desmatamento.
Em artigo publicado recentemente, Jorge Nascimento Júnior, presidente da Eletros, destacou que o polo “transforma floresta em capital vivo”, preservando 97% da cobertura vegetal da Amazônia e oferecendo empregos de qualidade que reduzem a dependência de atividades predatórias.
“Defender a ZFM é defender um modelo que alia tecnologia, inovação e preservação. É um ativo estratégico para o país, que protege a floresta enquanto gera oportunidades”, ressaltou Jorge.
