Economia

Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026, aponta ANS

Índice é o menor dos últimos cinco anos, mas segue acima da inflação oficial registrada no país

Escrito por Redação
11 de maio de 2026
Reajuste médio dos planos coletivos supera mais que o dobro da inflação oficial - Foto: Reprodução

Os planos de saúde coletivos registraram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar de representar a menor alta dos últimos cinco anos, o percentual ainda supera em mais do que o dobro a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com a ANS, os dados consideram os reajustes anuais aplicados pelas operadoras entre janeiro e fevereiro deste ano. A última vez em que os planos coletivos tiveram aumento inferior ao atual foi em 2021, quando a média ficou em 6,43%, período impactado pela redução de procedimentos médicos durante a pandemia da covid-19.

Os contratos empresariais com 30 ou mais beneficiários tiveram reajuste médio de 8,71%. Já os planos com até 29 vidas registraram aumento mais elevado, chegando a 13,48%. Segundo a agência reguladora, cerca de 77% dos usuários estão vinculados aos contratos com mais de 30 beneficiários.

Mesmo com desaceleração em relação aos últimos anos, o reajuste segue pressionando o orçamento das famílias e empresas. Em fevereiro deste ano, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,81%, bem abaixo do percentual aplicado pelos planos coletivos.

Os planos coletivos representam a maior parte do mercado de saúde suplementar no Brasil e são contratados por empresas, associações e entidades de classe. Diferentemente dos planos individuais, os reajustes dessa modalidade não têm limite definido previamente pela ANS.

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