O pedido de falência da Amazonas Energia, protocolado pela Petrobras, elevou o grau de tensão no setor elétrico do estado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (19/2) pelo jornalista Ronaldo Tiradentes, que afirmou ter recebido dados de fonte do Judiciário e destacou que o processo tramita sob segredo de justiça.
A estatal cobra cerca de R$ 22 bilhões referentes ao fornecimento de diesel para termelétricas — dívida que a concessionária afirma não reconhecer integralmente.
Caso a falência avance, a principal preocupação recai sobre os impactos econômicos no Amazonas. A incerteza quanto à distribuição de energia pode afetar investimentos, indústria e comércio, especialmente em Manaus, onde o Polo Industrial depende de estabilidade no fornecimento para manter a produção e os empregos.
Também há receio de reflexos tarifários ou mudanças na gestão do serviço, cenário que costuma gerar apreensão entre consumidores.
Para a população, os possíveis efeitos incluem insegurança quanto à continuidade do fornecimento, eventuais reajustes e alterações operacionais até a definição de uma nova controladora. A empresa sustenta que as dívidas reconhecidas seriam assumidas pela Âmbar Energia, o que pode mitigar riscos, embora ainda não haja desfecho oficial.
A reportagem procurou a Amazonas Energia que, por meio da assessoria, limitou-se a dizer que a informação repassada pelo jornalista Ronaldo Tiradentes “é inverídica”.
A reportagem procurou a Amazonas Energia que, por meio da assessoria, limitou-se a dizer que a informação repassada pelo jornalista Ronaldo Tiradentes “é inverídica”.
Na manhã desta sexta-feira (20/2), a assessoria da Petrobras confirmou que não há esse pedido por parte da empresa.
Matéria atualizada às 11h10, após contato da assessoria da Petrobras
