O Amazonas registrou queda de 30,1% no desmatamento entre janeiro e março de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No período, a área devastada passou de 4.567 hectares em 2025 para 3.190 hectares neste ano, indicando redução no ritmo de supressão florestal.
Apesar do recuo, o número de alertas subiu 12,4%, passando de 141 para 159 registros. A alta é atribuída à intensificação do monitoramento em regiões sob maior pressão, o que amplia a capacidade de identificação precoce de áreas desmatadas.
Entre os municípios mais afetados, Novo Aripuanã lidera em área desmatada, com 338 hectares, seguido por Lábrea (315 hectares) e Humaitá (288 hectares). Já em número de alertas, Lábrea aparece na frente, com 11 ocorrências, seguida por Boca do Acre e Guajará.
No acumulado do calendário do desmatamento, de agosto de 2025 a março de 2026, a redução chega a 35,5%, com queda de 30.057 para 19.366 hectares. O dado reforça uma tendência de desaceleração, ainda que concentrada em áreas específicas do estado.
A diminuição dos índices ocorre em paralelo ao reforço das ações de fiscalização, com operações integradas que combinam monitoramento remoto, inteligência e presença em campo. Especialistas apontam, no entanto, que o aumento dos alertas indica que a pressão sobre a floresta permanece, exigindo continuidade e aprimoramento das estratégias de controle.
