Em meio à troca de críticas entre as administrações municipal e estadual sobre os serviços de saúde, o secretário de Saúde do Amazonas, Luis Saraiva, chamou atenção para o desempenho de Manaus na atenção básica. Segundo ele, dados do Ministério da Saúde referentes ao último quadrimestre de 2026 colocam a capital na 60ª posição entre os 62 municípios amazonenses, à frente apenas de Canutama e Japurá.
A declaração foi feita após críticas da Prefeitura de Manaus à estrutura e ao atendimento oferecidos pela rede estadual. Saraiva rebateu as acusações e sustentou que parte significativa da demanda que chega aos prontos-socorros estaduais poderia ser absorvida pela atenção primária, responsabilidade municipal. Segundo o secretário, mais de 60% dos atendimentos nas unidades estaduais estariam enquadrados, pela classificação de risco de Manchester, entre casos de menor gravidade.
“Manaus, no último quadrimestre de 2026, prefeito, está em 60º entre as cidades, à frente só de Canutama e Japurá, ficando atrás de municípios bem mais modestos no contexto de saúde básica”, afirmou Saraiva. O dado expõe um contraste entre as cobranças feitas pela gestão municipal ao Estado e o desempenho atribuído à própria capital na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
O secretário também rebateu acusações relacionadas a dívidas com prestadores e falta de investimentos. De acordo com Saraiva, o atual governo já pagou R$ 383 milhões às empresas médicas da capital e do interior. Ele citou ainda a entrega do Hospital-Dia, no Complexo Hospitalar Sul, e do Centro de Atenção Integral à Juventude (Caij) TEA entre os investimentos realizados pela rede estadual.
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