Justiça

Justiça Federal manda para júri popular acusado de ser mandante das mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips

Decisão atende pedido do MPF e leva Rubens Villar Coelho, conhecido como “Colômbia”, a julgamento por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Escrito por Redação
9 de junho de 2026
Justiça Federal manda a júri popular o acusado de ordenar as mortes de Bruno Pereira e Dom Phillips. Foto: Reprodução

A Justiça Federal aceitou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e pronunciou o empresário Rubens Villar Coelho para ser julgado pelo Tribunal do Júri. Ele é apontado pelo MPF como o mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, mortos em junho de 2022 na região do Vale do Javari.

A decisão acolheu integralmente a denúncia apresentada pelo MPF, que acusa Rubens Villar Coelho pelos crimes de duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Com a pronúncia, é encerrada a primeira fase do procedimento do júri popular. Após o prazo para eventuais recursos da defesa, o processo seguirá para a segunda etapa, quando será definida a data do julgamento em plenário.

Segundo o Ministério Público Federal, a decisão representa um avanço importante na busca por justiça para as vítimas e seus familiares. Desde o início das investigações, a Procuradoria da República em Tabatinga atua para responsabilizar todos os envolvidos no caso.

De acordo com o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, a decisão é resultado de uma atuação contínua e diligente do MPF, que adotou diversas medidas para garantir o andamento regular do processo, diante da complexidade da região e das dificuldades enfrentadas durante as investigações.

O MPF também destacou a atuação do Grupo de Apoio ao Tribunal do Júri (GATJ), considerado fundamental para o avanço do caso. Para a instituição, a responsabilização dos envolvidos vai além da punição pelos crimes e representa um marco importante no combate à violência na Amazônia.

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips tiveram repercussão internacional e chamaram atenção para os conflitos envolvendo crimes ambientais, pesca ilegal e ameaças a defensores dos povos indígenas na região amazônica.

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