Dados revelados pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) durante a operação de transferência dos policiais militares custodiados na antiga unidade prisional da PMAM mostram que o homicídio é o crime mais recorrente entre os presos transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), localizada na BR-174, em Manaus.
Segundo o levantamento, 28 policiais militares respondem por homicídio, número que representa 33,73% do total de custodiados. Em seguida aparecem os crimes sexuais, incluindo estupro e estupro de vulnerável, com 14 casos registrados, o equivalente a 16,87%.
O ranking também aponta 13 policiais investigados por roubo, extorsão e sequestro, representando 15,66% dos detentos. Outros 11 custodiados respondem por crimes militares diversos, enquanto seis foram presos por abandono de posto militar.
As estatísticas ainda revelam quatro casos relacionados a tráfico de drogas e associação criminosa e outros quatro envolvendo porte ilegal de arma de fogo. A categoria “outros crimes”, que inclui tortura, crimes econômicos e medidas protetivas relacionadas à violência contra a mulher, soma três registros.
Os números vieram à tona durante a Operação Sentinela Maior, coordenada pelo Ministério Público do Amazonas, em parceria com a Polícia Militar e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A ação resultou na desativação da antiga unidade prisional militar após denúncias de falhas estruturais, superlotação e a fuga de 23 policiais militares registrada neste ano.
O MPAM informou que a transferência busca reforçar a segurança, reorganizar o sistema de custódia militar e garantir maior controle sobre os presos mantidos sob responsabilidade do Estado.
