Política

Depois de R$ 150 milhões em asfalto, Prefeitura volta a pedir socorro para os buracos de Manaus

Renato Junior defende nova parceria com o Governo do Amazonas enquanto população ainda convive com ruas esburacadas, alagações e obras sem solução definitiva

Escrito por Micaele Souza
7 de maio de 2026
Mesmo após milhões investidos, buracos seguem dominando ruas de Manaus e faz prefeito pedir nova ajuda - Foto: Micaele Souza/DC

A Prefeitura de Manaus voltou a pedir apoio do Governo do Amazonas para enfrentar um velho conhecido da população: os buracos espalhados pelas ruas da capital. Durante coletiva sobre a Operação Tapa-Buracos, nesta quarta-feira (7/5), o prefeito Renato Junior (Avante) defendeu uma atuação conjunta entre município e estado para acelerar a recuperação viária da cidade.

O discurso, no entanto, faz retomar uma pergunta inevitável: o que aconteceu com os R$ 150 milhões anunciados em 2022 pela gestão de David Almeida (Avante) em parceria com o governador Wilson Lima (União Brasil) para obras de asfaltamento e recuperação das vias de Manaus? Quatro anos depois, a paisagem urbana continua marcada por crateras, erosões, remendos improvisados e transtornos diários para motoristas e pedestres.

Na tentativa de explicar o cenário, Renato Junior afirmou que os buracos “não são culpa da prefeitura e nem do Governo do Estado”, mas consequência do clima.

A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente entre moradores que enfrentam problemas recorrentes de mobilidade, alagações e falta de drenagem em diferentes bairros da cidade.

Embora o período chuvoso agrave naturalmente o desgaste do asfalto, especialistas em infraestrutura urbana costumam apontar que manutenção preventiva, drenagem eficiente e obras estruturantes são fatores decisivos para reduzir danos nas vias públicas.

Enquanto a gestão municipal busca novo alinhamento político para reforçar a Operação Tapa-Buracos, a população segue desviando de crateras que resistem a sucessivas operações emergenciais. Em algumas áreas da cidade, como os tantos bairros já visitados pela reportagem do Diário da Capital, moradores já tratam os buracos como parte fixa da paisagem urbana.

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