Polícia

Caso Débora: julgamento de acusados de matar jovem grávida começa nesta quarta-feira em Manaus

Crime aconteceu em julho de 2023 e chocou o Amazonas pela crueldade contra a jovem de 18 anos, que estava grávida de oito meses

Escrito por Redação
25 de maio de 2026
O caso teve grande repercussão no Amazonas e gerou forte comoção pela violência empregada no crime e pelo fato de Débora estar prestes a dar à luz - Foto: Reprodução

Os réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva começam a ser julgados nesta quarta-feira (27/5), pelo assassinato de Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses na época do crime, ocorrido em julho de 2023, em Manaus.

O júri popular será realizado no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis e conduzido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. Os acusados irão responder por homicídio qualificado, com agravantes de feminicídio, meio cruel, tortura, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

Ao todo, 22 testemunhas devem ser ouvidas durante o julgamento. O número ultrapassa o limite legal previsto, mas foi autorizado de forma excepcional pela Justiça devido à complexidade do processo e à pluralidade dos crimes atribuídos aos réus.

Após as oitivas das testemunhas e o interrogatório dos acusados, Ministério Público e defesa apresentarão os debates orais antes da decisão dos jurados.

Relembre o caso

Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero, apontado pela investigação como pai da criança que ela esperava. Segundo a polícia, a jovem teria ido ao encontro do suspeito para receber dinheiro que seria usado na compra do berço do bebê.

O corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus, após José Nílson indicar o local onde o cadáver estava escondido. Segundo as investigações, o bebê de oito meses que ela esperava foi retirado de seu ventre pelos criminosos e lançado no rio Negro, nas proximidades do porto da Ceasa.

De acordo com as investigações, Débora foi morta de forma brutal. O corpo da jovem foi encontrado queimado, com os pés cortados e com um pano enrolado no pescoço, indicando possível asfixia.

José Nílson, conhecido como “Nego”, era colega de trabalho de Gil Romero e foi preso suspeito de participação no crime. Para a polícia, ele afirmou que não matou Débora, mas admitiu participação na ocultação do cadáver.

Já Gil Romero Machado Batista foi localizado e preso no Distrito de Apolinário, em uma comunidade rural de Curuá, no oeste do Pará.

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