Justiça

Caso Benício: Justiça marca audiência para janeiro de 2027 e pais esperam júri popular

Audiência será realizada no dia 21 de janeiro, em Manaus, para ouvir testemunhas e interrogar médica e técnica de enfermagem denunciadas pela morte do menino

Escrito por Redação
30 de outubro de 2026
Bruno e Joyce, pais de Benício Xavier, aguardam audiência marcada para janeiro de 2027 e esperam que o caso avance para júri popular - Foto (IA): Diário da Capital

A Justiça do Amazonas marcou para 21 de janeiro de 2027, às 8h30, a audiência de instrução do caso Benício Xavier de Freitas, de seis anos, que morreu em 23 de novembro de 2025, após receber adrenalina por via intravenosa durante atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus. A sessão será realizada por videoconferência, sob responsabilidade da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

Em declaração ao Diário da Capital, Bruno, pai de Benício, afirmou que a família espera avanços no processo. “Eu e a Joyce estamos muito esperançosos para que a justiça comece a ser feita em prol do nosso filho Benício”, disse. Os pais desejam que o caso seja submetido a júri popular, decisão que dependerá da análise judicial das provas.

A médica Juliana Brasil Santos, responsável pela prescrição, e a técnica de enfermagem Raíza Bentes Praia, que administrou o medicamento, respondem por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual. Segundo a denúncia do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), houve prescrição de dose excessiva de adrenalina por via intravenosa e falhas na conferência da medicação. A médica também é acusada de falsidade ideológica. Ambas têm direito à ampla defesa e ainda não foram condenadas.

Durante a audiência, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, incluindo os pais da criança, além dos interrogatórios das duas acusadas. Bruno relatou que Benício chegou andando ao hospital e que Joyce teria questionado a administração do medicamento antes da aplicação. O Ministério Público indicou 17 testemunhas, enquanto a defesa da médica deverá limitar sua lista a 16 nomes.

O processo também envolve a análise de um vídeo apresentado pela defesa da médica. Um laudo divulgado em outubro de 2026 não identificou cortes ou edições na gravação, mas não confirmou qual sistema aparece nas imagens nem a causa das alterações exibidas na tela. Uma perícia anterior não havia identificado falhas técnicas no sistema hospitalar que justificassem mudanças na prescrição. Após a fase de instrução e a análise das provas, a Justiça decidirá se as acusadas serão submetidas a júri popular.

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