Política

Lula propõe abrir sigilos bancário, fiscal e telefônico e desafia Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo

Pedido apresentado ao TSE prevê divulgação de informações dos últimos oito anos, incluindo familiares e empresas ligadas aos candidatos; medida depende de adesão do adversário

Escrito por Redação
20 de outubro de 2026
Lula propõe divulgar sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos e desafia Flávio Bolsonaro a adotar a mesma medida — Foto (IA): Diário da Capital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (20/10), um pedido para autorizar a divulgação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos. A proposta está condicionada à adesão do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa presidencial, que também teria de permitir o acesso às próprias informações.

A iniciativa ocorre após o debate presidencial promovido pela TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a adotar a mesma medida. Segundo a campanha petista, o objetivo é ampliar a transparência sobre a situação financeira dos candidatos na reta final do segundo turno das eleições de 2026.

O pedido também prevê a inclusão de familiares e empresas vinculadas aos dois candidatos. Entre os nomes mencionados estão a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e os filhos do presidente. O documento cita ainda negócios relacionados a Flávio Bolsonaro, como a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. A inclusão dessas empresas na proposta não representa comprovação de irregularidades.

Apesar da iniciativa, a apresentação do pedido ao TSE não significa que os sigilos tenham sido efetivamente abertos. A divulgação das informações depende da concordância de Flávio Bolsonaro com as condições propostas e dos encaminhamentos necessários para viabilizar a medida.

O desafio acrescenta um novo capítulo à disputa presidencial, colocando a transparência patrimonial e financeira no centro do debate eleitoral. Até o momento descrito no pedido, não há confirmação de que os dados tenham sido disponibilizados ao público.

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