A Prefeitura de Manaus apresentou uma proposta de R$ 12,4 bilhões para o orçamento municipal de 2027, que começou a ser analisada nesta segunda-feira (19/10), na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) prevê R$ 3,18 bilhões para a educação, R$ 2,15 bilhões para a saúde e R$ 2,14 bilhões para o urbanismo, áreas que concentram parte significativa dos recursos previstos para o próximo ano.
Apesar dos valores bilionários, a proposta provocou questionamentos sobre a aplicação do dinheiro público. O vereador Zé Ricardo (PT) cobrou transparência em relação aos empréstimos contratados pela Prefeitura e aos resultados obtidos com esses recursos. “Mas, sim, que obra foi feita nesse dinheiro?”, questionou. O parlamentar também alertou que o pagamento de juros das dívidas pode comprometer investimentos em serviços essenciais.
O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) também criticou a proposta orçamentária e a distribuição das verbas. “A meu ver, mais uma vez, é um orçamento extremamente mal distribuído”, afirmou. Segundo ele, o volume de recursos deveria se refletir em melhorias mais concretas para a população, especialmente diante de problemas recorrentes, como os alagamentos durante o período chuvoso e a fumaça provocada pelas queimadas.
As críticas colocam em discussão não apenas o montante previsto, mas também as prioridades da administração municipal. Para os parlamentares, é necessário esclarecer como os recursos serão utilizados e quais resultados a população poderá esperar em infraestrutura, prevenção de alagamentos, saúde e educação.
O projeto seguirá para análise das comissões da Câmara Municipal, onde poderá receber emendas antes de retornar ao plenário para votação. A LOA estabelece a previsão de receitas e autoriza despesas para o exercício seguinte, mas os valores ainda dependem de aprovação legislativa. Até lá, o debate deve concentrar-se na destinação dos recursos e na capacidade da Prefeitura de transformar o orçamento em melhorias para Manaus.
