Servidores públicos que cumprem os requisitos previstos em seus planos de carreira podem ter direito à progressão funcional e ao consequente aumento salarial. O benefício permite avançar entre níveis ou referências da carreira, conforme critérios estabelecidos na legislação de cada categoria. No entanto, atrasos ou falhas na concessão podem gerar diferenças remuneratórias passíveis de regularização.
Segundo o advogado Paulo Queiroz, o primeiro passo é consultar o plano de carreira e verificar as exigências específicas do cargo, como tempo de serviço, avaliações de desempenho e cumprimento do estágio probatório, quando aplicável. As regras variam conforme o regime jurídico e a carreira, por isso a progressão não ocorre necessariamente de forma automática.
Caso identifique atraso ou ausência de progressão, o servidor deve procurar o setor de Recursos Humanos do órgão e solicitar a análise de sua situação funcional. O pedido pode ser formalizado por meio de requerimento administrativo, sendo importante guardar o número do protocolo e os documentos apresentados. Entre os registros recomendados estão contracheques, ficha funcional, avaliações de desempenho e comprovantes de cumprimento dos requisitos legais.
Além da regularização da carreira, o servidor poderá ter direito ao recebimento de valores retroativos, dependendo das circunstâncias. Para isso, é necessário verificar quando os requisitos foram preenchidos, a data em que a progressão deveria ter ocorrido e os prazos legais para cobrança. O pagamento das diferenças salariais não é automático e depende da análise individual do caso, inclusive quanto à eventual prescrição.
Se a solicitação administrativa não for atendida, o servidor poderá buscar orientação jurídica para avaliar a possibilidade de recorrer à Justiça. Conhecer as regras da carreira, acompanhar os registros funcionais e manter a documentação organizada são medidas essenciais para identificar possíveis irregularidades e garantir o exercício dos direitos previstos em lei.
