Brasil

Moradia já consome 30% do orçamento da população 50+ na Região Norte

Habitação supera alimentação entre as principais despesas do público maduro e impulsiona novos conceitos de moradia em Manaus

Escrito por Redação
7 de setembro de 2026
O envelhecimento da população começa a transformar o conceito de moradia em Manaus - Foto: Divulgação

A moradia já é o principal gasto da população com mais de 50 anos na Região Norte, consumindo cerca de 30% do orçamento mensal desse público. O percentual supera a parcela destinada à alimentação, que representa 29% das despesas, segundo cruzamento de dados do IBGE e da Data8 realizado pela MV Marketing. O cenário reforça o impacto da chamada economia prateada e abre espaço para novos modelos de habitação voltados à longevidade.

Em Manaus, o envelhecimento da população começa a influenciar diretamente o mercado imobiliário. O público 50+, que corresponde a cerca de 30% da população brasileira, mantém participação ativa na economia e busca soluções que combinem autonomia, segurança, mobilidade, convivência e qualidade de vida. Nesse contexto, localização e acesso a serviços, saúde, comércio, cultura, lazer e transporte passam a ser tão relevantes quanto a estrutura do imóvel.

A mudança também vem sendo acompanhada pela Patter Incorporadora. No empreendimento mais recente da empresa, mais de 50% das unidades foram adquiridas por investidores com mais de 50 anos. A partir desse movimento, a incorporadora passou a estudar o comportamento e as necessidades desse público antes de desenvolver novas propostas imobiliárias, com apoio de especialistas em gerontologia e arquitetura para longevidade.

A pesquisa realizada pela MV Marketing aponta que a população madura valoriza moradias que preservem a autonomia sem abrir mão da convivência e da proximidade com a família e a comunidade. Para especialistas, o planejamento deve considerar também a acessibilidade desde a construção, evitando adaptações futuras e criando ambientes que favoreçam independência e segurança.

A tendência é que o mercado imobiliário avance para empreendimentos multigeracionais e atemporais, com arquitetura funcional, localização estratégica e serviços que possam ser acionados conforme a necessidade. Para especialistas e representantes do setor, a longevidade não significa apenas viver mais, mas repensar como as pessoas querem morar, circular pela cidade e manter vínculos sociais ao longo da vida.

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