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Brasil desenvolve sensor nacional para frenagem automática obrigatória em veículos a partir de 2029

Projeto reúne universidades, centros de pesquisa e montadoras para criar tecnologia do sistema Adas e ampliar segurança veicular no país

Escrito por Redação
21 de junho de 2026
Brasil desenvolve sensor nacional de frenagem automática para o sistema Adas obrigatório a partir de 2029 - Foto: SENAI-PE/Divulgação

Pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e empresas do setor automotivo desenvolvem, no Brasil, um sensor nacional voltado para sistemas de frenagem automática que passará a ser obrigatório em todos os veículos fabricados a partir de 1º de janeiro de 2029.

A tecnologia integra o sistema Adas (Advanced Driver Assistance Systems), um conjunto de assistências avançadas ao motorista que inclui recursos como frenagem automática de emergência e assistência de permanência em faixa, com foco em reduzir acidentes e aumentar a segurançaGTGHH no trânsito. A obrigatoriedade do sistema foi definida por resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes.

O desenvolvimento ocorre no Senai Park de Suape, no litoral de Pernambuco, um polo tecnológico mantido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Pernambuco (Senai-PE). O espaço funciona como uma espécie de “berçário de tecnologias”, reunindo pesquisa aplicada, indústria e universidades em projetos de inovação voltados ao setor automotivo.

O projeto conta com investimento de R$ 44 milhões, coordenado pelo Senai-PE, e envolve instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB), além de montadoras como Volkswagen e Stellantis, grupo responsável por marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, entre outras.

Sistema combina radar e câmeras para evitar colisões

O funcionamento do sistema Adas baseado em frenagem automática depende da integração entre sensores de radar e câmeras. O radar é responsável por identificar objetos à frente do veículo, medindo com precisão distância e velocidade. Já as câmeras complementam essa leitura ao reconhecer o tipo de obstáculo, diferenciando carros, pedestres, ciclistas e outros elementos do ambiente.

Essa integração permite que o sistema avalie com maior precisão o risco de colisão e, quando necessário, acione automaticamente os freios. O processo é conhecido como percepção e fusão sensorial, técnica que combina diferentes fontes de dados para aumentar a confiabilidade das decisões do veículo e reduzir a margem de erro em situações críticas.

Inteligência artificial e simulações aceleram desenvolvimento

No Senai Park, o desenvolvimento do sensor também conta com o apoio de tecnologias como inteligência artificial e gêmeos digitais, que são réplicas virtuais de sistemas físicos utilizadas para simulação e testes.

Essas ferramentas permitem validar o funcionamento dos sensores em diferentes cenários sem a necessidade de protótipos físicos em larga escala, acelerando o processo de desenvolvimento e reduzindo custos. A expectativa é que esse modelo torne o ciclo de inovação mais eficiente e próximo das exigências da indústria automotiva global.

Redução da dependência tecnológica e fortalecimento da indústria nacional

Além do avanço em segurança veicular, o projeto tem como objetivo estratégico reduzir a dependência do Brasil em relação a tecnologias importadas no setor automotivo. A produção local de sensores e sistemas avançados permite ampliar o conhecimento técnico nacional e formar profissionais especializados em áreas consideradas críticas.

De acordo com especialistas envolvidos no projeto, o desenvolvimento interno contribui para a criação de uma base de engenharia mais robusta, com impactos diretos na competitividade da indústria automotiva instalada no país. Entre os principais benefícios estão a redução gradual de custos com importação, o fortalecimento da cadeia produtiva local e o aumento da capacidade de inovação das montadoras.

Representantes da indústria destacam que o projeto resulta da cooperação entre empresas e instituições de pesquisa, formando um ecossistema de inovação capaz de enfrentar desafios tecnológicos complexos. A iniciativa também é vista como parte de um processo de adaptação e desenvolvimento de tecnologias avançadas dentro da realidade brasileira, com foco em aplicações futuras, incluindo sistemas para veículos híbridos e elétricos.

Com a obrigatoriedade do sistema Adas prevista para 2029, a expectativa é que o Brasil avance na incorporação de tecnologias de assistência ao motorista, elevando o padrão de segurança dos veículos produzidos no país e fortalecendo sua posição no cenário automotivo global.

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