Amazônia

Jornalistas do Amazonas são premiados na 2ª edição do Prêmio Bruno Pereira e Dom Phillips, em Brasília

Cerimônia realizada no Palácio Itamaraty reconheceu produções que destacam a Amazônia, os povos indígenas e a preservação ambiental

Escrito por Rebeca Beatriz
12 de junho de 2026
Premiação reconhece iniciativas em defesa da Amazônia e dos povos originários - Foto: Rosianne Couto/ DC

O Diário da Capital viajou até Brasília para acompanhar a cerimônia de premiação do Concurso Bruno Pereira e Dom Phillips, realizada no Palácio Itamaraty, nessa quinta-feira (11/6). A premiação reconheceu trabalhos em seis categorias voltadas à valorização da Amazônia, dos povos indígenas e da preservação ambiental.

Entre os vencedores, dois participantes do Amazonas são destaque: a jornalista Ruthiene Bindá, na categoria Audiovisual, e o fotógrafo Michael Dantas, em Imagem.

Ruthiene conquistou o segundo lugar na categoria Audiovisual com o documentário ‘Quem é a gente de verdade’. A produção retrata a história do povo indígena Waimiri-Atroari, que sofreu graves impactos durante a construção da BR-174, rodovia que liga os estados do Amazonas e Roraima.

É importante a gente frisar aqui que o mais necessário é a proteção dos povos originários que moram naquela região do Vale do Javari. A região concentra o maior número de povos isolados do planeta. Então é muito importante que as autoridades, que o governo e que toda a sociedade civil entenda o quando preservar aquela região e cuidar dos povos originários é cuidar do nosso legado, é cuidar da nossa Amazônia e do nosso futuro”, disse.

O fotógrafo Michael Dantas conquistou o terceiro lugar com uma fotografia de sua autoria tirada em Manacapuru, no Lago do Piranha, às margens do Rio Solimões. A imagem mostra moradores e agricultores transportando cachos de banana sobre uma extensa faixa de areia formada durante a seca histórica que atingiu a Amazônia em 2023.

“O fotojornalismo mostra para todo mundo as coisas ocultas, inclusive na Amazônia, em áreas remotas onde ninguém vai. A gente vai lá, faz e mostra. São poucas pessoas que foram lá nesse lugar onde eu fui, por exemplo”, contou.

Iniciativas como as deste concurso mantêm viva a memória de Bruno Pereira e Dom Phillips, além de reforçarem a importância da proteção dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e do meio ambiente amazônico.

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