O caso envolvendo o renomado treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão ganhou mais um capítulo grave com o surgimento de uma nova denúncia de abuso sexual. Uma ex-aluna relatou às autoridades ter sido estuprada cinco vezes pelo treinador enquanto participava de seu projeto social. Segundo o depoimento, as violações começaram quando ela tinha apenas 16 anos, evidenciando um padrão de abuso de poder e vulnerabilidade dentro do ambiente esportivo.
Com o novo relato, sobe para nove o número de mulheres que registraram boletins de ocorrência contra o professor, que também atua como investigador da Polícia Civil do Amazonas. A escalada de denúncias detalha condutas criminosas que teriam ocorrido ao longo de anos, mascaradas sob a premissa de apoio à carreira das atletas, com o fornecimento de materiais e inscrições em torneios.
Diante da gravidade e da reiteração dos fatos apresentados pelas investigações, a Justiça de São Paulo converteu a prisão temporária de Melqui Galvão em preventiva por tempo indeterminado. A medida visa garantir a ordem pública e impedir possíveis interferências no andamento do processo, especialmente após relatos de que o investigado tentou coagir famílias de vítimas anteriores.
A defesa de Melqui Galvão nega veementemente todas as acusações e reafirma a inocência do treinador, alegando que os fatos apresentados não condizem com a realidade. O suspeito segue detido e à disposição do Poder Judiciário paulista, enquanto a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) continua a colher depoimentos e apurar se há outras vítimas do ex-instrutor.
