Justiça

Justiça condena acusados pela morte de grávida em Manaus; penas somam mais de 80 anos de prisão

Julgamento do Caso Débora durou cinco dias e terminou na madrugada desta segunda-feira com a condenação dos dois réus pelo Tribunal do Júri

Escrito por Redação
1 de junho de 2026
Condenação encerra julgamento de cinco dias sobre a morte da adolescente Débora e de seu bebê - Foto: Divulgação/TJAM

Após cinco dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Manaus condenou, na madrugada desta segunda-feira (1º/6), os acusados pela morte de Débora da Silva Alves, de 18 anos, grávida de oito meses. O caso, que ganhou grande repercussão no Amazonas desde 2023, teve o desfecho definido pelo Conselho de Sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Considerado o mentor do crime, Gil Romero Machado Batista foi condenado por todos os crimes apontados pela acusação e recebeu pena de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado. Já José Nílson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de reclusão. No caso dele, os jurados afastaram as qualificadoras de feminicídio e outras circunstâncias agravantes, mantendo a condenação por homicídio qualificado por motivo torpe.

O julgamento foi realizado no Fórum Ministro Henoch Reis, sob a presidência do juiz Fábio Alfaia. Ao longo da sessão, foram ouvidas testemunhas, apresentados laudos periciais e realizados os interrogatórios dos acusados, além dos debates entre acusação e defesa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Débora mantinha um relacionamento com Gil Romero e estava grávida dele quando foi assassinada, em julho de 2023. O caso chocou a população amazonense pela brutalidade do crime e pela condição da vítima, que também perdeu o bebê que esperava.

Na sentença, o magistrado determinou a manutenção da prisão dos condenados para o imediato cumprimento provisório das penas. O julgamento foi encerrado nas primeiras horas desta segunda-feira, após uma das sessões mais longas já realizadas pelo Tribunal do Júri da capital amazonense.

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