O lutador e treinador de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, voltou a ser alvo de denúncias após a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD) afirmar, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que o investigado estaria intimidando vítimas e testemunhas de dentro da prisão, em Manaus.
Segundo a parlamentar, Melqui teria utilizado um celular dentro da unidade prisional para realizar videochamadas com atletas da academia BJJ College. Durante os contatos, ele teria feito ameaças e tentado influenciar depoimentos relacionados às investigações sobre suspeitas de abuso sexual contra ex-alunas.
A denúncia aponta ainda que o aparelho teria sido levado à prisão com apoio do irmão do lutador, Henoch Galvão, ligado às forças especiais. Conforme Alessandra Campêlo, ele já foi afastado das funções e deverá responder ao caso na corregedoria da Polícia Civil.
De acordo com os relatos apresentados pela deputada, o investigado também teria oferecido ajuda financeira e benefícios ligados à academia em troca da mudança de versões das vítimas. Os vídeos e áudios das supostas intimidações já estariam sendo analisados pelo Ministério Público de São Paulo e pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Melqui Galvão está preso desde o dia 27 de abril, suspeito de envolvimento em crimes sexuais contra pelo menos três ex-alunas. As investigações começaram após o depoimento de uma adolescente de 17 anos, que afirmou ter sofrido atos libidinosos sem consentimento durante uma competição internacional.
Além de treinador e atleta, Melqui também atuava como servidor efetivo da Polícia Civil do Amazonas, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Ele foi afastado cautelarmente das funções após o avanço das investigações.
