Um indígena de 50 anos foi preso em uma ação conjunta das polícias Civil (PC-AM) e Militar (PM-AM), acusado de estupro de vulnerável e cárcere privado contra a própria filha-neta, uma adolescente de 12 anos. A prisão preventiva foi cumprida na comunidade indígena Bacuri, nas proximidades do município de Tapauá, no interior do Amazonas.
Segundo as investigações da 80ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Beruri, a adolescente estava grávida e vivia em situação de isolamento dentro da comunidade. Ainda de acordo com a polícia, a vítima possui vínculo familiar com o suspeito e o caso teria relação com episódios de violência registrados ao longo dos anos, dentro do mesmo núcleo familiar.
O titular da 80ª DIP, Jailton Santos, informou que o caso chegou ao conhecimento das autoridades após denúncias feitas à rede de proteção.
“Chegou ao nosso conhecimento que existia, em uma comunidade indígena distante da sede do município, um homem vivendo maritalmente com uma adolescente de 12 anos. A jovem já estava grávida e em uma gestação considerada de risco”, relatou o delegado.
Ainda conforme a autoridade policial, a adolescente não frequentava regularmente a escola da comunidade e se comunicava apenas no dialeto da etnia Apurinã.
A polícia informou também que o caso foi descoberto quando a adolescente já estava grávida de seis meses e, ainda, que o suspeito escondia a menina da equipe de saúde indígena e dos familiares.
Após fugir de uma primeira operação, ele teve a prisão preventiva decretada e foi preso ao retornar para a comunidade onde morava.
