A disputa pelo governo tampão do Amazonas ganhou mais um capítulo com o registro da candidatura de Cícero Alencar, presidente estadual do Democracia Cristã (DC). A entrada do empresário amplia o número de postulantes na eleição indireta marcada para 4 de maio, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, e adiciona novos elementos ao já complexo cenário político local.
Aliado do ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), Alencar justificou a candidatura como uma reação ao que classifica como “descaso” e instabilidade administrativa no estado. Em seu discurso, afirmou que o Amazonas não pode ser tratado como “tabuleiro político” e defendeu uma gestão voltada à estabilidade e ao respeito institucional.
Apesar do posicionamento público, a candidatura tem sido alvo de críticas nos bastidores. A proximidade política com David Almeida, que já se movimenta no cenário eleitoral de 2026, alimenta especulações de que o nome de Alencar poderia funcionar como peça estratégica dentro de um jogo maior de articulações, hipótese que não é confirmada oficialmente por nenhum dos envolvidos.
Esse tipo de movimentação não é incomum em eleições indiretas, onde o peso do voto parlamentar e a construção de blocos políticos tendem a favorecer candidaturas com maior capacidade de negociação. Ainda assim, a presença de nomes com menor densidade eleitoral levanta questionamentos sobre a real competitividade e os objetivos dessas candidaturas.
