Três policiais militares da ativa e dois homens foram presos na madrugada desta terça-feira (24), suspeitos de tentar roubar cerca de uma tonelada de drogas no Rio Negro, nas proximidades de Paricatuba, em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus.
Os cinco teriam invadido uma embarcação com o objetivo de subtrair um carregamento de entorpecentes que estaria sob posse de outro grupo criminoso. Os policiais militares não estavam em serviço no momento da ocorrência.
A ação foi interceptada por uma equipe da Companhia de Operações Especiais (COE), que identificou a embarcação com ocupantes armados e utilizando coletes balísticos. Segundo a polícia, ao tentar realizar a abordagem, os suspeitos reagiram e atiraram contra os agentes, que revidaram. Houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido.
Após o confronto, os cinco foram presos e encaminhados ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), onde também foram apresentados drogas, armas e munições apreendidas. A polícia não informou o paradeiro do grupo apontado como responsável pelo carregamento.
Entre os detidos estão os policiais militares da ativa:
David Lennon Pio dos Santos, 3º sargento;
Glaucio Wagner Pessoa Mota, cabo;
Claudio Roberto de Miranda Andrade, soldado.
Também foram presos Marco Antonio Auzier de Oliveira Junior e Ronaldo de Souza Sabóia, apontados como informantes.
Durante a operação, foram apreendidos:
1 pistola Taurus 840, com um carregador;
72 munições calibre 9 mm intactas;
8 munições calibre .40 intactas;
2 algemas;
aparelhos celulares;
1 pistola Taurus G2C, calibre 9 mm, com dois carregadores (uso restrito);
1 fuzil calibre 5.56, com seis carregadores;
1 pistola Taurus G2C, calibre .38, com um carregador;
9 munições calibre .38;
1 detector de metal portátil;
1 bote de alumínio (nº 2940), com toldo de lona e motor de 300 HP.
Há suspeitas de participação de outros policiais no esquema, o que será apurado pela Polícia Civil do Amazonas. Os cinco presos devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (25).
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que os agentes serão afastados das funções e responderão a procedimentos administrativos, com recolhimento imediato das armas.
“A instituição reafirma que não admite desvios de conduta e atua com rigor para responsabilizar qualquer integrante que descumpra a lei, os princípios da honestidade e o compromisso com a sociedade amazonense, não permitindo que práticas incompatíveis com a missão policial tenham espaço nos quadros da Polícia Militar do Amazonas”, informou a corporação.
