Uma reportagem exibida nesta terça-feira (9) pelo Jornal do Amazonas 2ª Edição (JAM 2), da TV Amazonas, revelou informações inéditas sobre o caso do menino Benício Xavier, de 6 anos, que morreu em 22 de novembro em um hospital particular de Manaus após receber doses de adrenalina por via inadequad

A produção do telejornal teve acesso à primeira certidão de óbito, emitida no próprio dia da morte. O documento aponta como causas: síndrome respiratória aguda grave, edema agudo de pulmão, parada cardiorrespiratória e laringite aguda.
A certidão é assinada pela médica pediatra Alexandra Procópio. No entanto, segundo a reportagem, um segundo documento foi produzido pelo Hospital Santa Júlia dois dias depois: uma ficha de revisão de óbitos que traz conclusões diferentes. Nessa versão, a principal causa da morte passa a ser citada como intoxicação por drogas que afetam o sistema nervoso central, seguida de parada cardíaca e edema pulmonar. O formulário afirma ainda que o caso “não era terminal e irreversível” e que a morte teria sido provocada por uso de medicação por via inadequada.
A revisão do óbito também atribui responsabilidade direta à médica Juliana Brasil Santos, citada na linha 13 do documento como autora de uma “conduta inadequada”.
Defesa questiona mudança na causa da morte
Em entrevista ao JAM 2, a defesa da médica Juliana Brasil Santos afirmou que a mudança na documentação levanta dúvidas e precisa ser investigada.
“Pela documentação enviada pelo próprio Hospital Santa Júlia, tanto a nós quanto à defesa e ao delegado, não há indicação de falecimento por intoxicação de adrenalina. Agora haverá apuração sobre o motivo dessa discrepância — porque houve alteração entre o óbito original e a revisão feita posteriormente, sendo que um dos médicos que assina nem estava lá. Isso abre uma nova linha de investigação, porque precisamos entender o que aconteceu”, declarou a defesa.
A direção do Hospital Santa Júlia ainda não se manifestou sobre o caso, tão logo haja manifestação, a matéria será atualizada.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
