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Roda-gigante na Ponta Negra opera dentro das normas exigidas, aponta CREA-AM

Fiscalização confirma segurança da estrutura e Implurb esclarece que apenas uma empresa possui permissão oficial para operar a atração

Escrito por Redação
25 de novembro de 2025
Foto: Clóvis Miranda/Semcom

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) informou, nesta segunda-feira (24), que a roda-gigante instalada no Complexo Turístico Ponta Negra, localizado na zona oeste de Manaus, não apresenta irregularidades técnicas e opera dentro das normas exigidas. A conclusão veio após uma fiscalização realizada no equipamento, que analisou documentos e condições estruturais da atração.

Segundo o Crea-AM, a empresa permissionária H. M. Diversões LTDA apresentou todas as Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) exigidas pela legislação, incluindo ART de mecânica, elétrica, combate a incêndio, além de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) referente à fundação da estrutura de concreto e estudo de sondagem do solo. Com isso, o órgão afirmou que o empreendimento atende totalmente aos requisitos de segurança e engenharia previstos.

No último sábado (22/11), a roda-gigante chegou a ser paralisada após o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), alegar durante uma transmissão ao vivo, que a equipe do ativista ambiental e ex-vereador Amauri Gomes teria cortado os fios de energia do equipamento, provocando a interrupção do brinquedo. Amauri, por sua vez, negou a acusação e disse que foi ao local apenas para denunciar uma suposta ligação clandestina que estaria abastecendo a estrutura.

Foto: Elton Viana/FMS

O que diz o Implurb 

O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) também se pronunciou para esclarecer dúvidas que circularam nas redes sociais sobre quem seria a verdadeira empresa responsável pela roda-gigante. Apesar da menção à empresa J. P. Diversões Ltda, responsável pela marca Wheel Manaus, criada dois dias antes da inauguração da atração, o Implurb destacou que somente a H. M. Diversões LTDA possui contrato de permissão firmado com a Prefeitura de Manaus.

Embora ambas as empresas utilizem o mesmo endereço comercial, o órgão reforçou que a J. P. Diversões não possui qualquer relação formal com o município. A operação da roda-gigante, portanto, está legalmente atribuída apenas à H. M. Diversões.

🔎 Apesar de não constar no documento oficial, a Wheel Manaus foi quem iniciou, há dois dias, a divulgação nas redes sociais da arte publicitária com informações sobre a venda de ingressos para a roda-gigante. 

O Implurb também informou que a roda-gigante está sujeita à cobrança de outorga onerosa, como ocorre com outros empreendimentos instalados no complexo turístico. Conforme o contrato de cessão onerosa, válido por seis meses, a permissionária paga 62,5859 UFMs por mês, equivalente a R$ 9.054,51 pelo direito de explorar o espaço público.

A regularidade da documentação e o cumprimento das exigências reforçam, segundo os órgãos, que a empresa opera dentro das normas de gestão, segurança e ordenamento da área.

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