Manaus deve receber quatro novos projetos de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) até 2054, conforme o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades. Entre eles, o BRT.
🚊 O plano prevê a implantação e ampliação de 48 quilômetros de corredores do sistema BRT (Bus Rapid Transit) na capital amazonense, com investimento estimado em R$ 2,8 bilhões.
De acordo com o estudo, as intervenções devem resultar em benefícios diretos para a mobilidade urbana de Manaus, incluindo a redução de 90 mortes no trânsito até 2054 e a diminuição anual de 34,6 mil toneladas de emissões de CO2. O levantamento também projeta queda de 8% nos custos operacionais por viagem, devido à maior eficiência dos sistemas de transporte de média e alta capacidade.
Projetos
Os quatro projetos previstos para Manaus são os BRTs:
- Extremo Norte;
- Norte/Leste;
- Área Central;
- Extremo Sul.
🚦 Além dos ganhos ambientais e de segurança, o estudo estima que a redução no tempo médio de deslocamentos trará impacto econômico de R$ 887 milhões para a cidade.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o estudo contribui para a formulação de uma política nacional de mobilidade urbana sustentável. “O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos brasileiros e brasileiras, com um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”, afirmou.
Já o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou que investir em transporte coletivo limpo é “investir nas cidades e nas pessoas, para que os centros urbanos se tornem mais resilientes, com menos poluição e deslocamentos mais rápidos e seguros”.
Cenário Nacional
Em âmbito nacional, o ENMU definiu 187 projetos de expansão das redes de TPC-MAC em 21 regiões metropolitanas, totalizando R$ 430 bilhões em investimentos. Desse total:
- R$ 230 bilhões devem ser destinados a metrôs;
- R$ 31 bilhões a trens;
- R$ 105 bilhões a veículos leves sobre trilhos (VLTs);
- R$ 80 bilhões a BRTs;
- R$ 3,4 bilhões a corredores exclusivos de ônibus.
O estudo aponta ainda que, até 2054, a execução de todos os projetos poderá evitar 8 mil mortes em acidentes de trânsito e reduzir 3,1 milhões de toneladas anuais de emissões de CO2, volume equivalente à absorção de carbono de uma área de floresta amazônica cinco vezes maior que o município do Rio de Janeiro.
A íntegra do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana pode ser acessada no portal da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
