Apesar da posição do Governo do Amazonas de que a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos e prevista para entrar em vigor em 1º de agosto, terá impacto limitado na Zona Franca de Manaus (ZFM), estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta uma possível retração de R$ 1,1 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O valor pode representar o sexto maior prejuízo entre as unidades da federação.
Segundo o levantamento da CNI, em 2024, os Estados Unidos responderam por uma parcela significativa das vendas externas do estado, com 96,1% dos produtos exportados ao país vindos da indústria de transformação.
Os principais setores exportadores foram:
- equipamentos de transporte (US$ 28 milhões, 28%);
- derivados de petróleo e biocombustíveis (US$ 25 milhões, 25,1%);
- máquinas e equipamentos (US$ 24,4 milhões, 24,4%).
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a medida prejudica setores estratégicos e afeta diretamente a economia de estados exportadores, como o Amazonas.
“A imposição do expressivo e injustificável aumento das tarifas americanas traz impactos significativos para a economia nacional, penalizando setores produtivos estratégicos e comprometendo a competitividade das exportações brasileiras. Há estados em que o mercado americano é destino de quase metade das exportações. Os impactos são muito preocupantes“, disse.
Apesar de o Amazonas não estar entre os estados com maior volume de exportações, a concentração das vendas em produtos industriais torna o impacto mais sensível. A CNI alerta que o tarifaço pode comprometer a competitividade da indústria local e afetar empregos e arrecadação.
