O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) afirmou que pretende manter uma atuação independente na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), mesmo integrando o partido do governador eleito Omar Aziz. Em entrevista ao Diário da Capital, o parlamentar avaliou positivamente sua reeleição, com 55.590 votos, resultado que o colocou como o segundo mais votado da legenda e o sexto na classificação geral. Segundo ele, o desempenho nas urnas aumenta sua responsabilidade com a população, especialmente com os eleitores do interior.
Conhecido pela postura de oposição ao governo de Wilson Lima, Wilker afirmou que a mudança de cenário político não representa uma alteração de seus princípios. O deputado garantiu que continuará recebendo denúncias e cobrando providências, mas acredita que a proximidade com o próximo governo poderá facilitar a solução de problemas.
“Eu não estou mudando de posicionamento. Os meus valores continuam os mesmos, só que agora eu tenho uma maior capacidade de articulação”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de disputar a presidência da Aleam, o parlamentar confirmou que pretende colocar seu nome à disposição do governador eleito. Apesar disso, ponderou que a definição ainda não é prioridade, diante das articulações para a transição de governo. Wilker também reconheceu a existência de outros nomes interessados no comando do Legislativo e defendeu que as discussões ocorram no momento adequado.
Outro tema abordado foi a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Para o deputado, a proposta precisa considerar as prioridades da administração que assumirá o Executivo estadual.
“Não pode ser um orçamento aprovado para quem está saindo. Tem que ser um orçamento aprovado em comum acordo com aquele que irá governar pela vontade popular”, defendeu.
Wilker destacou ainda que integra a comissão responsável pela discussão econômica na Assembleia, assim como a vice-governadora eleita, Alessandra Campêlo. Segundo ele, a participação dos parlamentares no debate orçamentário será fundamental para alinhar a distribuição dos recursos públicos às diretrizes do próximo governo, sem comprometer o papel fiscalizador do Legislativo.
