Meio Ambiente

VÍDEO: uso de ecobarreiras em Manaus levanta debate sobre autoria de projeto ambiental

Diego Saldanha, idealizador da EcoBarreiras, afirma que projeto instalado na capital amazonense é baseado em tecnologia desenvolvida por ele; prefeitura ainda não respondeu aos questionamentos.

Escrito por Redação
23 de junho de 2025
Foto: Divulgação

O ativista ambiental e CEO da EcoBarreiras — iniciativa voltada à limpeza de rios, praias e oceanos — Diego Saldanha usou suas redes sociais para denunciar o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), por suposta apropriação indevida de sua ideia. Saldanha afirma que o gestor municipal teria atribuído a criação das ecobarreiras a um funcionário da prefeitura, durante um vídeo divulgado em 17 de maio deste ano. 

Na gravação, feita durante visita ao Passeio do Mindu, na zona Centro-Sul da capital amazonense, o prefeito afirma:

“Nós estamos instalando essas ecobarreiras. Quero aqui parabenizar o idealizador dessas ecobarreiras, o Mazinho.”

A fala gerou reação imediata de Diego, que afirma trabalhar com diferentes modelos de ecobarreiras desde 2016, até chegar à versão mais recente, conhecida como “formato de balsa”. Em seu posicionamento, o ambientalista ressaltou que não busca reconhecimento pessoal, mas respeito ao histórico da iniciativa.

“Vi o vídeo do prefeito de Manaus dizendo que um funcionário dele inventou a ecobarreira. Só pra esclarecer: eu atuo com esse projeto há mais de 10 anos. O rio não tem dono, mas a história tem.”

Saldanha também expressou preocupação com o uso político da tecnologia, especialmente com a aproximação da COP30 — conferência climática global marcada para 2025 em Belém (PA). Segundo ele, a tentativa de atribuir a autoria a terceiros compromete a seriedade do projeto.

“Fico feliz pelo projeto estar sendo replicado, mas quero que ele seja levado a sério como eu levo — e não seja só uma promessa política.”

O Diário da Capital entrou em contato com a prefeitura de Manaus para obter posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte: ecobarreiradiegosaldanha

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