A seca dos rios já começa a mudar a rotina de comunidades indígenas no Amazonas. No território atendido pelo DSEI Parintins, 29 aldeias enfrentam algum nível de dificuldade de acesso. Em uma comunidade de Maués, moradores precisam caminhar cerca de 1h30 para chegar a outra aldeia e conseguir atendimento de saúde.
A dificuldade está principalmente no transporte pelos rios. Em 20 aldeias, ainda é possível chegar com embarcações menores, mas em outras oito a navegação está severamente comprometida. A situação atinge comunidades de Maués e Barreirinha, no Amazonas, e Aveiro, no Pará.
Na aldeia Lírio do Vale, em Maués, as equipes de saúde não conseguem chegar normalmente por via fluvial. Como alternativa, o DSEI avalia a possibilidade de utilizar aeronaves e trabalha na preparação de uma área que possa servir como ponto de pouso.
Além do atendimento médico, a estiagem também afeta a chegada de alimentos e outros insumos às comunidades. A redução dos rios dificulta o transporte e aumenta a necessidade de buscar alternativas para manter o abastecimento das aldeias mais afetadas.
Para acompanhar a situação, as equipes do DSEI registram semanalmente informações sobre o nível dos rios e as condições de navegação. O monitoramento é realizado desde abril e ajuda a identificar quais comunidades podem precisar de outros meios de transporte.
Ao todo, o DSEI Parintins atende cerca de 17,8 mil indígenas em 154 aldeias, distribuídas por nove municípios do Amazonas e do Pará. Com o avanço da estiagem, a estratégia é adaptar a logística de atendimento conforme as condições de cada comunidade.
