Polícia

Presidente da escola de samba A Grande Família é preso dentro da própria agremiação

Cleido Barroso, conhecido como “Caçula”, foi detido pela Polícia Civil. Recentemente ele foi denunciado por agressão contra a ex-companheira

Escrito por Redação
5 de fevereiro de 2026
Foto: Reprodução

O presidente da escola de samba A Grande Família, Cleido Barroso, conhecido como “Caçula”, foi preso na manhã desta quinta-feira (5), por volta das 6h, nas dependências da própria agremiação, no bairro São José, zona Leste de Manaus.

A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Amazonas, durante a operação intitulada “A Máscara Caiu”, da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher. No dia 16 de janeiro, o dirigente havia sido denunciado por agredir a ex-companheira, a passista Marryete Soares, de 29 anos.

De acordo com o boletim de ocorrência, o caso ocorreu por volta das 5h, quando a vítima tentou deixar a residência, mas foi impedida pelo ex-companheiro. Inicialmente, o registro apontava a prática de vias de fato e ameaça, situação em que Cleido pagou fiança e passou a responder ao processo em liberdade.

Posteriormente, a vítima solicitou a retificação do boletim. O caso foi encaminhado à Vara de Violência Doméstica, passando a apurar os crimes de descumprimento de Medida Protetiva de Urgência, violência psicológica e perseguição, o que resultou na decretação da prisão.

Antes da detenção, o Conselho Fiscal da escola de samba buscava o afastamento de Cleido Barroso em razão das denúncias. No entanto, o colegiado acabou sendo suspenso por decisão do próprio presidente.

Com a nova prisão decretada, a advogada do Conselho Fiscal, Daiana Spener, comentou os próximos encaminhamentos jurídicos do caso.

Anteriormente relatado como ‘vias de fato e ameaça’, o Boletim de Ocorrência feito contra Cleido Barroso no dia 16 de janeiro foi retificado e encaminhado para a vara de violência doméstica (Foto: Reprodução)

“No dia 23 de janeiro, ele (Cleido) fez uma assembleia extraordinária, o qual eu fui impedida de exercer a minha atividade profissional, porque o conselho estava suspenso e eu não poderia me manifestar. Fui vítima, inclusive tem vídeos de uma sócia/integrante da escola [querendo] me bater, o qual eu tive que sair escoltada. Sobre os próximos passos do conselho, vamos realizar juridicamente e somente após as decisões, é que vamos poder falar sobre o assunto”, explica.

Mais informações em instantes.

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