A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), ampliou a oferta do exame preventivo do câncer do colo do útero em meio líquido para unidades de saúde da zona rural. A medida, divulgada na última quarta-feira (11/6), tem como objetivo representar um avanço na qualidade da assistência à saúde da mulher em áreas mais distantes da capital.
Ao todo, sete Unidades de Saúde da Família (USF) localizadas na zona rural passaram a oferecer o exame, que utiliza uma técnica mais moderna e sensível na detecção de lesões precursoras do câncer do colo do útero.
O serviço está disponível nas seguintes unidades: UFS Ephigênio Salles, Ada Viana, São Pedro e Pau-Rosa (zona rural terrestre); e Nossa Senhora do Livramento; Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora Auxiliadora (zona rural fluvial).
Além dessas, as equipes das Unidades de Saúde da Família Fluvial (USFF) Dr. Antônio Levino e Dr. Ney Lacerda, que atendem comunidades nas calhas dos rios Negro e Amazonas, foram treinadas e também irão realizar a coleta do exame. Os atendimentos fluviais estão programados para os dias 18 de junho e 1º de julho, respectivamente. Com a ampliação, o exame em meio líquido passa a ser ofertado em 71 unidades de saúde de Manaus.
Rastreamento e prevenção
A faixa etária recomendada para realização do exame é de 25 a 64 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde. Caso dois exames consecutivos não apresentem alterações, o intervalo para o próximo exame pode ser de até três anos.
Em 2024, até o momento, a Semsa já realizou 135.523 exames preventivos em toda a capital. As amostras do novo modelo são encaminhadas para o Laboratório Municipal de Especialidades Professor Sebastião Ferreira Marinho, onde são processadas e analisadas.
Segundo a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, enfermeira Lúcia Freitas, o método começou a ser implantado em 2023 e está sendo expandido gradativamente. A técnica não altera o procedimento para a paciente, mas melhora o processamento da amostra coletada, tornando o diagnóstico mais eficiente.
“A coleta é igual ao exame convencional. A diferença está na forma como a amostra é preparada e processada, o que aumenta a sensibilidade do exame e reduz a necessidade de recoletas”, explica.
*Com informações da assessoria da prefeitura de Manaus
