Estudantes da rede estadual de ensino em Manaus passaram a receber, nos últimos dias, um comunicado pelo aplicativo Cadê Meu Ônibus informando a suspensão temporária do Passe Livre Estudantil. A mensagem atribui a interrupção da gratuidade no transporte coletivo a uma pendência de pagamento do Governo do Amazonas. O aviso provocou uma reação do governador Roberto Cidade, que contestou a existência de débitos referentes à sua gestão e acusou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) de prejudicar os alunos.
No comunicado exibido aos estudantes, o aplicativo informa que o benefício está “temporariamente suspenso devido à pendência de pagamento por parte do Governo do Estado”. Em resposta, Cidade afirmou, nas redes sociais, que o Executivo estadual mantém os repasses em dia desde maio, quando assumiu o governo. Segundo ele, R$ 27 milhões já foram pagos em 2026, incluindo uma parcela de R$ 3 milhões transferida em 23 de outubro.
O governador explicou que o impasse envolve uma cobrança referente a 2025, cujo valor, segundo ele, chegaria a R$ 250 milhões por apenas um semestre. Cidade classificou a quantia como abusiva e afirmou que a pendência foi judicializada. Para o chefe do Executivo, a discussão financeira não justifica a suspensão do benefício dos estudantes.
“Gestão pública se faz com responsabilidade. Trabalhar com dinheiro público é algo muito sério e não pode ser feito de qualquer jeito”, declarou. Cidade também cobrou responsabilidade do Sinetram e garantiu que adotará medidas para impedir que os alunos sejam prejudicados pela disputa.
