O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), iniciou as articulações para enfrentar os problemas da saúde pública estadual a partir de janeiro de 2027. Em Brasília, ele se reuniu com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhado do senador reeleito Eduardo Braga e do deputado federal reeleito Adail Filho, para discutir medidas emergenciais e uma parceria com o governo federal voltada à recuperação da rede pública.
Entre as prioridades apresentadas está a redução da fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), responsável pelo encaminhamento de pacientes para consultas, exames e procedimentos especializados. Omar estabeleceu como meta diminuir significativamente a demanda reprimida nos primeiros 100 dias de sua gestão, além de melhorar a estrutura e o atendimento nas unidades de saúde do Amazonas.
Após o encontro, o governador eleito afirmou que a reunião representa o primeiro passo para cumprir os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral. “Aquilo que nos comprometemos na campanha, nós viemos discutir aqui no Ministério: a questão da saúde do estado do Amazonas. Hoje é o primeiro passo. A partir de janeiro, se Deus quiser, nós vamos mudar”, declarou Omar, destacando o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às medidas planejadas.
O ministro Alexandre Padilha confirmou a disposição do governo federal em colaborar com a futura administração estadual. “Pode contar com o compromisso do presidente Lula para ajudar a mudar a realidade da saúde do Amazonas”, afirmou. A reunião, no entanto, ainda não resultou no anúncio de valores, cronogramas detalhados ou medidas formalizadas para a execução das propostas.
O senador Eduardo Braga também reforçou o compromisso com a reestruturação da rede estadual, incluindo a recuperação de hospitais, maternidades, Serviços de Pronto Atendimento (SPAs), policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). “A saúde é a nossa prioridade número um e, como nós dissemos, nós vamos reconstruir a saúde do estado do Amazonas”, declarou. As propostas deverão ser detalhadas pela futura gestão, que assume o governo em janeiro de 2027.
