Educação

OAB-AM realiza Conferência de Educação Antirracista em Manaus no dia 13 de novembro

Evento reunirá especialistas, juristas e lideranças negras e indígenas para debater o combate ao racismo nas escolas e a construção de políticas educacionais inclusivas

Escrito por Redação
7 de novembro de 2026
OAB-AM promove conferência inédita para debater educação antirracista e inclusão racial no Amazonas - Foto: Comunicação/OAB-AM

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) realiza, no dia 13 de novembro, a I Conferência Amazonense de Educação Antirracista, no Auditório Rubi, em Manaus. Organizado pela Comissão de Direito à Educação e Políticas Públicas, o evento reunirá especialistas, educadores, juristas e lideranças negras e indígenas para discutir o enfrentamento ao racismo nas instituições de ensino e a valorização da diversidade cultural na educação.

Presidente da comissão organizadora, a advogada Silvana Gurgel destaca que a iniciativa busca aproximar o debate sobre o direito à educação da realidade das populações negras e indígenas. “A diversidade que caracteriza o Amazonas precisa estar presente também nos currículos, nas práticas pedagógicas e nos espaços de decisão”, afirma. Entre os temas previstos estão a formação de professores, a revisão de materiais didáticos, a valorização de conhecimentos tradicionais e o combate à discriminação no ambiente escolar.

A programação contará com palestra magna de Katia Helena Serafina Cruz Schweickardt, além das participações do desembargador Flávio Pascarelli e dos professores Mário Aufiero e André Zogahib. A conferência também promoverá a roda de conversa “Vozes da Amazônia: Negros e Indígenas Ocupando a Educação”, com Ivete Tikuna e Rafaela Fonseca da Silva, e abordará a responsabilidade das escolas privadas na prevenção e no enfrentamento do racismo.

Um dos principais resultados esperados é a elaboração da Carta de Manaus pela Educação Antirracista, documento que reunirá propostas para fortalecer a formação docente, ampliar a inclusão e combater práticas discriminatórias nas instituições educacionais. A expectativa é receber aproximadamente 500 participantes por turno. Segundo Silvana Gurgel, a intenção é transformar os debates em compromissos permanentes. “Não basta reconhecer que o racismo existe. É necessário compreender como ele se manifesta no cotidiano escolar e construir mecanismos para combatê-lo”, ressalta.

A conferência ocorrerá das 9h30 às 19h, com credenciamento a partir das 8h e intervalo das 12h às 13h30. As inscrições custam R$ 40 para o público geral e R$ 20 para estudantes, com direito a certificado de 15 horas complementares. Os interessados podem se inscrever pela plataforma Sympla.

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