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Maria do Carmo mira mutirões e CAICs-TEA na Justiça e revolta mães atípicas

Ações judiciais da candidata contra iniciativas de saúde provocam reação de famílias que dependem dos atendimentos especializados

Escrito por Danilo Castro
27 de agosto de 2026
Mutirões entram na mira de Maria do Carmo e provocam revolta entre mães atípicas - Foto (iA): Diário da Capital

A disputa eleitoral no Amazonas ganhou um capítulo delicado com as ações apresentadas pela candidata ao governo Maria do Carmo Seffair (PL) envolvendo os mutirões de saúde e os atendimentos realizados nos CAICs-TEA. A iniciativa provocou revolta entre mães atípicas, que reagiram e publicaram um vídeo nas redes sociais para criticar a postura da candidata e defender a continuidade dos atendimentos às famílias que aguardam por assistência especializada.

A reação veio de mães atípicas, que criticam a postura e demonstram preocupação com os possíveis efeitos de uma disputa política sobre atendimentos que já são aguardados por famílias durante meses.

“Não estamos falando de favor, privilégio ou benefício político. Estamos falando de direitos e de pessoas com deficiência que aguardam atendimento, avaliação, diagnóstico e acompanhamento”, afirmam.

A crítica ganha força porque, para muitas famílias, a realização de mutirões representa uma oportunidade de acelerar avaliações, diagnósticos e acompanhamentos especializados. Interromper, dificultar ou criar insegurança em torno desses serviços pode atingir justamente quem depende do poder público para ter acesso à assistência.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, uma das mães também fez críticas diretas a Maria do Carmo e defendeu a importância dos mutirões para a comunidade atípica.

“Nós somos a comunidade que precisamos dos mutirões do Governo do Estado, que vem olhando pela nossa causa desde o ano passado, não começou agora em campanha”.

Na sequência, a mãe criticou a atuação da candidata em relação à causa das pessoas com Transtorno do Espectro Autista.

“Então a senhora lave a sua boca pra falar de uma causa que a senhora desconhece, porque a senhora sim nunca fez nada pela causa, nem na sua faculdade, a senhora nunca fez, e agora vem querer se levantar contra famílias que precisam de cuidado, que precisam de atendimento”.

Na ação apresentada posteriormente, a defesa de Maria do Carmo afirma que ela não pretende suspender os mutirões, mas questionar o uso político-promocional de serviços públicos durante a campanha.

Ainda assim, a controvérsia mostra como a estratégia judicial adotada pela candidata acabou levando os atendimentos dos CAICs-TEA para o centro da disputa eleitoral, provocando medo nas famílias que temem ficar sem seus atendimentos especializados.

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