A candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo (PL), republicou em seu perfil uma mensagem atribuída ao Comando Vermelho que proíbe manifestações de apoio a Wilson Lima e Tadeu de Souza em áreas supostamente controladas pelo tráfico. O conteúdo postado nesta quinta-feira (27/8) também traz ameaça de morte contra pessoas que façam campanha pelos dois candidatos, o que ampliou o alcance de uma mensagem de intimidação com possível impacto eleitoral.

O compartilhamento levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos pela candidata. Maria do Carmo verificou a origem e a autenticidade do conteúdo antes de republicá-lo? Comunicou o caso às autoridades competentes, como Polícia Federal e Ministério Público Eleitoral? E, ao dar visibilidade à publicação, manifestou publicamente e de forma inequívoca seu repúdio à ameaça?
A legislação eleitoral prevê punição para quem utiliza violência ou grave ameaça para coagir eleitores a votar ou deixar de votar em determinado candidato ou partido. Se autêntica, a mensagem atribuída ao crime organizado pode representar uma tentativa de interferência no processo eleitoral, tornando fundamental a apuração pelas autoridades competentes.
O compartilhamento, isoladamente, não comprova qualquer vínculo da candidata com organização criminosa. O fato objetivo, porém, é que uma ameaça atribuída ao crime organizado ganhou alcance a partir de seu perfil. Em casos como esse, a origem do conteúdo, a intenção do compartilhamento e as providências adotadas pela candidata precisam ser esclarecidas.
Após a ampla repercussão do caso, Maria do Carmo apagou a publicação do seu perfil oficial.
