Com o aumento de casos em ambientes escolares e a preocupação com a rápida transmissão entre crianças, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), emitiu um alerta, reforçando as orientações de prevenção contra a doença mão-pé-boca (MPB). Segundo o órgão, a infecção, apesar de geralmente leve, é altamente contagiosa e afeta principalmente crianças menores de cinco anos e lactantes.
De acordo com a titular da Semsa, Shádia Fraxe, a principal estratégia de combate à doença é a adoção rigorosa de medidas de higiene. “A lavagem das mãos na troca de fraldas, por exemplo, é fundamental, porque o vírus pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas”, orienta a secretária.
Ela também destaca a importância da limpeza de superfícies e objetos que podem entrar em contato com secreções, como brinquedos, maçanetas, mesas e cadeiras. A limpeza pode ser feita com uma solução simples de uma colher de sopa de água sanitária diluída em quatro copos de água limpa.
A doença, embora conhecida entre os profissionais de saúde, ainda surpreende pais e responsáveis. Sophia Ochoa, mãe do pequeno Martin, de 2 anos, relata como identificou os sintomas no filho. “Começou com resfriado, febre, e depois surgiram as bolhas no corpo”, conta. Segundo ela, o quadro é debilitante: “A criança fica abatida, com febre alta, bolhas, e se tiver lesões na boca — céu da boca, garganta e língua — elas nem conseguem comer”.
A Semsa elaborou a Nota Informativa nº 004/2025, reunindo diretrizes para prevenção e controle da doença. Embora considerada geralmente leve, a MPB pode evoluir para complicações, além de provocar surtos em ambientes fechados, como creches e escolas, devido à facilidade de transmissão.
Entre as recomendações estão:
- não compartilhar objetos pessoais (mamadeiras, talheres, toalhas);
- trocar e lavar diariamente roupas e roupas de cama de crianças infectadas;
- evitar tocar o rosto com as mãos sujas;
- não soprar nos alimentos;
- manter os infectados afastados de ambientes coletivos até o desaparecimento dos sintomas — geralmente entre cinco e sete dias.
A transmissão do vírus ocorre tanto por contato direto entre pessoas quanto por vias indiretas, como secreções respiratórias, fezes e lesões cutâneas. Por isso, o descarte correto das fraldas também é fundamental.
Os sintomas incluem:
- febre;
- mal-estar;
- erupções cutâneas nas mãos pés e nádegas;
- úlceras dolorosas na boca;
- em casos mais graves, lesões bolhosas;
- vômitos;
- diarreia;
- salivação excessiva e dificuldade para engolir, o que aumenta o risco de desidratação.
O tratamento é sintomático, com uso de analgésicos, antitérmicos, higiene das lesões, repouso e ingestão de líquidos.
A Semsa reforça que, diante de qualquer suspeita, os responsáveis devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação médica e orientações adequadas.
